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Publicado em 17/12/2014
Seca e esgoto potencializam o surgimento de algas

Imagem mostra represa Guarapiranga tomada por algas. Foto: Prefeitura de São Paulo

 

Toxinas dispensadas pelas algas e cianobactérias podem multiplicar os custos do tratamento da água para abastecimento

A falta de chuvas, responsável pela maior crise hídrica da história do estado de São Paulo, não afeta somente o abastecimento da população: mananciais e reservatórios sofrem com a poluição e com o surgimento de algas e cianobactérias. “Algas são organismos uni ou pluricelulares que, na presença de nutrientes e luz, multiplicam-se rapidamente”, pontua Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental da Ag Solve.

A proliferação excessiva de algas e cianobactérias nos corpos hídricos é causada por diversos fatores, entre eles baixa turbulência da água (ocasionada pela falta de chuvas), excesso de luz (radiação solar) e entrada de nutrientes (fósforo, nitrogênio e potássio), como os esgotos.  “Em condições normais, as águas possuem poucos nutrientes que possam ser absorvidos pelas algas e pela vida aquática. Porém com a carga adicional, ou seja, o despejo de esgotos, os reservatórios começam a ganhar vida e organismos unicelulares passam a encontrar alimentos de forma mais fácil e abundante”, coloca Banderali.

Eduardo Pacheco, engenheiro sanitarista e diretor do Portal Tratamento de Água, explica que o lançamento de esgoto bruto nos mananciais utilizados para abastecimento público (rios, represas e lagos) deve ser evitado, “não só para impedir a proliferação de algas,  mas também para impossibilitar a presença de outros compostos complexos que estão presentes nos esgotos, como os hormônios, bactérias possivelmente patogênicas, entre outros”.

Toxinas e a contaminação do reservatório

Algumas espécies de algas, principalmente do grupo das cianobactérias, podem produzir toxinas.  “Deve-se evitar a destruição das algas, para que não liberem seus compostos internos, que podem conter as toxinas prejudiciais à nossa saúde. O ideal é retirar as algas por sedimentação ou flotação, sem que sejam destruídas quimicamente. Mas, se for observada a liberação de toxinas, o tratamento deverá contar com a adição de oxidantes fortes para que tais moléculas sejam ‘quebradas’ e transformadas em compostos mais simples, passíveis de sedimentação e posterior filtração”, ressalta Eduardo Pacheco. Segundo o engenheiro sanitarista, as algas azuis (ou cianofíceas) podem liberar compostos perigosos, as cianotoxinas. “Outras algas são menos perigosas com as diatomáceas, por exemplo. No entanto, devido à sua constituição (parede celular silicosa e resistente), causam problemas nos sistemas de tratamento como entupimentos de tubulações e colmatação prematura de filtros”, aponta ele.

De acordo com Banderali, especialista da Ag Solve, “além de alterações no sabor, odor e cor da água, as toxinas multiplicam os custos do tratamento devido a maior utilização de produtos químicos. Elas podem também implicar na mortandade de peixes, aves, mamíferos, entre outros animais que entrarem em contato com o reservatório. Nos humanos, podem causar reações alérgicas, provocar distúrbios gastrointestinais, respiratórios e neurológicos”.

Detecção e prevenção das toxinas

A tecnologia é uma aliada no monitoramento e detecção de algas e cianobactérias. O contaminante se dissolve na água e geralmente nem mesmo é notado, sem uma análise química e biológica mais detalhada. Para a realização dessa análise, a tecnologia mais indicada são as sondas da qualidade da água AP 2000, AP 5000 e AP 7000, “capazes de mensurar parâmetros físico-químicos e específicos, através dos sensores óticos e ISE, o que inclui clorofila “A”, Ficoeritrina e Ficocianina, em um sensor por variável. Desta forma, podemos ver que as algas são reflexo de um corpo d’água que recebe cargas contaminantes muito acima das suas capacidades de decomposição sustentável à vida daquele ambiente”, afirma Mauro Banderali. Além disso, ele informa que a Ag Solve possui duas soluções tecnológicas de monitoramento exclusivas para algas e cianobactérias, que são os aparelhos Unilux e Trilux. “Ambos contribuem para que as empresas de saneamento possam assegurar uma água de maior qualidade para a população.

 

 

 

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