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Publicado em 15/04/2014
Remediação: medida necessária

Cetesb autua USP Leste por poluição do solo em setembro de 2013. Foto: Sérgio Castro/Estadão

 

Áreas contaminadas por metano e outros compostos, cada vez mais comuns nos grandes centros urbanos, oferecem risco à saúde da população. USP Leste busca encontrar solução para remediar o solo, que abrigou depósito de lixo no passado
 

O termo áreas contaminadas, até pouco tempo atrás, era pouco conhecido pela maioria da população. Hoje, com a constatação do aumento do número de áreas contaminadas em regiões industrializadas e densamente povoadas, as áreas contaminadas tornaram-se uma grande preocupação para os moradores das grandes cidades.  “Muitas vezes, locais afetados por metano ou que por outros tipos de contaminantes no subsolo, trazem o risco de explosão. Isso porque o metano (CH4) é um gás que não possui cor nem cheiro, mas é inflamável e, quando entra em contato com o ar apresenta um elevadíssimo risco de explosão. Além do risco de explosão, a contaminação por metano pode causar doenças e morte, devido à exposição a gases tóxicos ou cancerígenos”, detalha Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental da Ag Solve. O gás pode ser produzido através de diversos processos naturais, como a digestão de herbívoros, o metabolismo de certas bactérias, a extração de combustíveis minerais e a decomposição do lixo orgânico.

De acordo com Mauro Banderali, “cerca de 30% do total das áreas contaminadas de São Paulo podem estar sujeitas a presença de gases no subsolo, considerando que o cadastro Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aponta menos áreas contabilizadas do que as que realmente existem”. O cadastro identifica a existência de 4.572 áreas contaminadas conhecidas no estado de São Paulo.

Casos de áreas como a do Shopping Center Norte e da USP Leste, ambas localizadas na capital paulista, são exemplos de como a decomposição do lixo pode se transformar num risco iminente para a população. A área ocupada desde 1984 pelo Shopping Center Norte, anteriormente foi objeto de disposição de resíduos sólidos de origem desconhecida, existindo a possibilidade da existência de resíduos industriais além dos de origem doméstica e entulhos. Esses resíduos não foram removidos e serviram para aterrar a área durante a construção do Shopping, não estando determinadas sua distribuição espacial e volume.

Já o campus da Universidade de São Paulo (USP) da Zona Leste está interditado desde 9 de janeiro de 2014, depois que uma decisão judicial de novembro de 2013 deu um prazo para a USP resolver o problema de contaminação no solo. O campus da universidade foi construído em um terreno onde funcionou um aterro de lixo orgânico. Com o tempo, o material se decompõe e começa a emitir o gás metano, tóxico e explosivo. Cerca de 4,5 mil pessoas frequentam o local diariamente.

 

Caso USP Leste está longe de ter desfecho

Em nota, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou, a respeito dos níveis de concentração de gás metano encontrado no campus da USP Leste, que os relatórios de monitoramento do campus são trimestrais e produzidos pela empresa de consultoria Servmar, contratada pela própria USP. Segundo a assessoria de imprensa da Cetesb, “o último documento a respeito foi protocolado na Cetesb no dia 3 de março e ainda não foi analisado pelos técnicos do Departamento de Áreas Contaminadas. Além do Plano de Investigação Detalhada de gases (que identifica os dados de concentração de metano nos poços de monitoramento), também consta deste novo estudo a Avaliação de Risco à Saúde Humana e um Plano de Intervenção para o trecho do campus conhecido como AI-01, que compreende a área ainda não edificada. A interdição da área - o que levou à suspensão das aulas - foi uma determinação da Justiça e não da Cetesb.

A companhia garante que independente dos relatórios trimestrais, também faz vistorias frequentes no local. A última foi feita em 23 de janeiro de 2014, quando foi concluído que: não há um cenário que caracterize a existência de risco iminente aos usuários do local, portanto, não se considerando necessária a manutenção da interdição do campus Leste, considerada tão somente a existência de risco decorrente da presença de metano em alguns poços de monitoramento, sem a detecção de concentração de gás em ambiente interno que possa oferecer risco iminente de explosividade. O maior índice de concentração encontrado - de acordo com medição feita pela própria Cetesb em novembro do ano passado -, foi em um poço de monitoramento localizado no subsolo do edifício conhecido como "Laranjinha", que chegou a 79,9% de metano no subsolo (e não em ambiente interno da edificação); mas este edifício já foi demolido, não oferecendo mais risco do gás eventualmente migrar para o seu interior e ficar confinado.

Por outro lado, em vista da existência de risco potencial decorrente da presença do gás no subsolo, a CETESB continua exigindo da USP Leste a implantação do chamado sistema ativo de drenagem de gases (extração) nos prédios Conjunto Laboratorial, Bloco Inicial (Conjunto Didático), Central de Serviços I-4, Enfermaria, Laranjinha e Edifício I-1 Parte 2.

“Nos entendimentos que os técnicos da Cetesb vêm mantendo com os representantes da USP Leste, continua valendo a exigência de efetuar a instalação de sistema de extração de gases metano do subsolo da campus, embora os últimos dados das medições na área não apontem uma situação de risco iminente. É preciso ainda que se proceda à remoção da terra contaminada que foi depositada na área”, finaliza a assessoria.

 

Riscos devem ser eliminados

Logo quando uma situação de risco é detectada, devem-se implantar medidas para eliminá-la, como monitoramentos e extração de gases do solo e dos ambientes afetados. “A remediação atua na eliminação da fonte de contaminação e geração de gases, e quando o risco é cessado, os perigos para a saúde humana são eliminados. Muitas vezes certas técnicas de remediação não possuem 100% de eficiência e os resíduos remanescentes podem continuar a gerar gases. A necessidade de gerenciar estes riscos pode permanecer por meses e até mesmo por anos”, defende Banderali.

São diversas as técnicas que podem ser implantadas para fazer a remediação de uma área contaminada e a retirada dos gases. Cada técnica é aplicada em uma situação específica e vai depender do contaminante, das características do solo, da ocupação da área, entre outros fatores. “Por exemplo, a bomba de remediação SRX-R, trazida com exclusividade pela Ag Solve ao Brasil, atua na extração de fluídos totais em níveis variáveis para remediação. O equipamento está disponível em diferentes configurações e pode ser aplicado em diferentes casos de contaminação. Entre as aplicações, está o bombeamento de fluídos totais sobrenadantes como LNAPL e água subterrânea, simultaneamente. Outra aplicação é para fases dissolvidas, com produtos mais densos que a água (DNAPL)”, considera o especialista. Construída por meio de conceitos simples, desenho inovador e componentes testados a campo, a bomba é mais um produto da Linha Durham Geo.

A SRX-R está disponível em diâmetro externo de 1,75” e 3,5” (polegadas), para uso em poços de 2” e 4” (polegadas), respectivamente. Suas vazões podem chegar até 36 l/min (9,5 gpm). “Atualmente, duas configurações distintas estão disponíveis: captação superior para a recuperação de todos os fluídos ou captação inferior para remoção de fases dissolvidas e altas taxas de bombeamento”, aponta Banderali. Além de sua versatilidade na solução da contaminação em solos e lençóis freáticos, a SRX-R traz outros benefícios como montagem simples, número reduzido de peças, resultados confiáveis e baixa manutenção.

A Ag Solve possui uma linha completa de bombas e conta com detectores para um enorme número de compostos. Para saber mais sobre os produtos da Ag Solve, acesse: www.agsolve.com.br.

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