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Notícias > Águas subterrâneas, monitorar é fundamental

Publicado em 18/02/2008
Vazamentos de tubulações e tanques subterrâneos em indústrias e postos de combustíveis, seja por conta da disposição inadequada ou de práticas impróprias com produtos potencialmente contaminantes, são acidentes muito comuns que quase sempre afetam a qualidade das águas subterrâneas, originando as chamadas plumas de contaminação. “A pluma de contaminação é o resultado do transporte de contaminantes dissolvidos em água subterrânea. Ao encontrar uma fonte de contaminação, que pode ser um vazamento, derrame, material enterrado, ou outros, a água dissolve lentamente os compostos ali presentes (não originais do aqüífero ou não naturais) e os transporta consigo. A velocidade do transporte depende da própria velocidade da água subterrânea, sendo esta determinada pelo seu gradiente hidráulico e pela condutividade hidráulica, um parâmetro específico para cada tipo de material que compõe o aqüífero, explica o hidrogeólogo Everton de Oliveira, PhD pela Universidade de Waterloo, sócio da Hidroplan e presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS). Segundo ele, o comportamento do contaminante nas águas subterrâneas depende de suas propriedades físicas e químicas, como densidade, solubilidade, viscosidade, entre outros. “Por exemplo, contaminantes mais densos que a água e pouco miscíveis tendem a atingir maiores profundidades, conseqüentemente aumentando a dificuldade na remediação”. Ele explica também que o trabalho de delineamento, ou avaliação da extensão de uma pluma de contaminação, é feito com a utilização de métodos indiretos (como geofísica) e métodos diretos, com instalação de poços de monitoramento, coleta de amostras de água subterrânea e análises químicas. “As análises dependem do histórico do local, variando com os tipos de contaminantes potenciais que podem ser encontrados no local”, explica.
 
Após o trabalho de delineamento, começa-se o de atenuação - termo técnico para o decaimento das concentrações dos contaminantes das plumas de contaminação – que podem ser realizados por meio de processos físicos, químicos ou biológicos que destruam a massa do contaminante, reduzindo-o a compostos inertes, não nocivos à saúde e ao meio ambiente. Para acompanhar este processo são necessários equipamentos, que ajudem a monitorar de forma precisa e segura, a evolução dos trabalhos de remediação. A empresa de monitoramento ambiental Ag Solve tem uma linha completa de sistemas de amostragem e remediação de água e solo que facilita o trabalho em campo e coleta os dados da área analisada. A utilização de equipamentos de qualidade e alta tecnologia são fundamentais nestes trabalhos. “A Ag Solve representa a empresa Solinst, que teve sua origem na Universidade de Waterloo, no Canadá, considerada o mais importante centro de pesquisas em águas subterrâneas do mundo, na qual tive a felicidade de me doutorar e atualmente leciono como professor adjunto. Pude acompanhar os trabalhos e a colaboração de Douglas Belshaw, fundador da empresa, já falecido. Os equipamentos são muitos, com especificidades para cada tipo de situação-problema típica de monitoramento e remediação. Posso assegurar que tratam-se de produtos de alta qualidade e confiabilidade”, afirma Everton. Em caso de contaminação, as empresas devem consultar também os procedimentos no Manual de Gerenciamento de Áreas Contaminadas, que pode ser visualizado no site da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) - www.cetesb.sp.gov.br.
 
O hidrogeólogo alerta ainda que a prevenção à contaminação começa, como tudo, na educação ambiental, passando por procedimentos técnicos adequados, boas práticas profissionais e equipamentos e instalações corretas.
 
FUTURO
 
Para Everton, a evolução da ciência e da tecnologia na área teve avanços significativos até meados da década passada. “Atualmente há uma evolução nos detalhes. E, claro, sempre temos novidades, mas estas não mais são novidades conceituais, apenas melhoras e evoluções de técnicas conhecidas. Além disso, há sempre novos equipamentos que incorporam evoluções tecnológicas de outras áreas. No país como um todo, temos pouca remediação por falta de exigência dos órgãos ambientais. Com exceção, claro, de estados mais desenvolvidos, com maior nível de exigência do que outros. Mas ainda temos muito o que evoluir nesse mercado para atender às demandas de qualidade de água subterrânea que nossos consumidores merecem”, finaliza ele.

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