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Publicado em 05/06/2012
Água dura e seus riscos

Água com alto teor de cálcio e magnésio pode causar danos à saúde; e trazer problemas para a indústria, mas tecnologia permite identificação e tratamento

A utilização da água dura, água que contém elevada quantidade de sais, pode trazer diversos problemas tanto para a saúde da população quanto para o uso industrial. São classificadas como duras as águas que contém elevada concentração de íons minerais de cálcio e magnésio dissolvidos. Os íons são provenientes de depósitos subterrâneos, como calcário ou dolomita que agregam à composição da água uma quantidade excessiva de cálcio e magnésio, na forma de bicarbonatos, nitratos, cloretos e sulfatos. Em menor importância, o zinco, estrôncio, ferro e alumínio também podem ser levados em conta na aferição da dureza. Considera-se água dura aquelas com teores acima de 150 mg/l de cálcio e magnésio e água mole, as que possuem concentrações abaixo de 75mg/l.

De acordo com o Gerente da Divisão de Qualidade das Águas e do Solo da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Nelson Menegon Júnior, a principal fonte de dureza nas águas é quando ocorre a passagem pelo solo e acontece a dissolução da rocha calcária pelo gás carbônico da água, “desta forma, as águas subterrâneas geralmente apresentam dureza mais elevada do que as águas superficiais”. Segundo Menegon, “O mapa geológico do território brasileiro permite constatar solos com características de dureza no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, mas o problema é muito mais grave nos Estados Unidos e Europa, onde muitas regiões estão sujeitas a graus bastante elevados de dureza nas águas devido à composição do solo”.

Conforme explica a engenheira química do Setor das Águas Subterrâneas e do Solo da Cetesb, Márcia Sayuri Ohba, a dureza elevada afeta principalmente a eficiência de limpeza dos detergentes e sabões, exigindo seu  consumo excessivo nas lavagens domésticas. Além do produto final, esta característica também afeta o processo de produção das fábricas.  “Para o abastecimento industrial, a dureza na água pode causar problemas nos sistemas de água quente como caldeiras e trocadores de calor, pois com o aumento da temperatura os carbonatos precipitam-se e incrustam na tubulação, que necessita de maior manutenção. Caso contrário, essa incrustação pode causar entupimentos, perda de eficiência e pode chegar até mesmo a explodir. Portanto, o correto é realizar o tratamento de águas muito duras, antes de sua utilização”, afirma Márcia.

Segundo a engenheira química da Cetesb, não existem estudos científicos conclusivos relacionando a dureza da água com problemas de saúde humana. “No entanto, existem indícios de que o consumo de água dura possa causar uma maior incidência de casos de cálculo renal”. De acordo com Josi Tomaz, engenheira química da empresa Geoaqcua, as concentrações elevadas de cálcio e magnésio produzem na água um gosto salobro e efeitos biológicos adversos, não eliminam a sede e podem ter efeitos laxativos. “As pessoas expostas a quantidades de magnésio maiores do que estão acostumadas podem sofrer distúrbios intestinais temporários”, explica ela.

Em relação ao padrão de potabilidade para a dureza da água, segundo Menegon, “a portaria 2914/2011 do Ministério da Saúde estabelece como padrão, na somatória das concentrações de cálcio e magnésio, o valor máximo permissível de 500 mg/l”. Josi Tomaz afirma que em uma boa água potável contém apenas até 50 mg/l. “Dependendo da concentração, a água passa a ser classificada como água branda (0 – 40 mg/l), água moderada (40 – 100 mg/l), água dura (100 – 300 mg/l), água muito dura (300 – 500 mg/l) e água extremamente dura (com teores acima de 500 mg/l)”, detalha a engenheira química.

Tratamento

Com a tecnologia disponível já é possível identificar e tratar a dureza da água. Para identificar o cálcio e magnésio, a Ag Solve disponibiliza as sondas multiparamétricas da linha Aquaread, capazes de medir a quantidade de elementos presentes na água. “O Aquaread pode contribuir para identificar e monitorar com excelência a água dura com os sensores de TDS (Totais de Sólidos Dissolvidos) e salinidade”, garante Josi. As sondas AP 2000 e AP 7000 podem ser utilizadas para monitoramento portátil, semi-fixo ou telemétrico da qualidade da água. “Por meio dessa tecnologia é possível avaliar de 11 a 17 variáveis, dependendo da configuração, e assim medir diversos outros parâmetros (turbidez, clorofila A, algas azuis, amônio e amônia, cloretos, fluoretos, nitratos, etc)”, explica a técnica da Geoacqua.
 
O tratamento para retirar a água dura é conhecido como abrandamento (descalcificação) e consiste na passagem da água por resinas trocadoras de íons que capturam os cátions Ca+2 (cálcio) e Mg+2  (magnésio). Segundo Josi Tomaz, engenheira química da GeoAcqua, “os descalcificadores são equipamentos semelhantes aos filtros mas que possuem em seu interior resinas permutadoras que retém o cálcio e o magnésio”.

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