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Notícias > Entenda mais sobre descargas atmosféricas e evite prejuízos

Publicado em 16/01/2008
As descargas atmosféricas são fenômenos elétricos, que embora complexos podem ser, de forma sucinta, descritos como originários da neutralização de cargas elétricas, segundo o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos e Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (USP), Ruy Alberto Corrêa Altafim. “As nuvens são grandes máquinas eletrostáticas, que provocam a separação das cargas elétricas positivas e negativas existentes na atmosfera. Essas cargas, assim separadas, ao atingirem determinados valores tendem a se neutralizar repentinamente com a formação de correntes elétricas de milhares de ampères e com curtos intervalos de tempo, da ordem de microsegundos. Essas correntes podem ocorrer tanto no interior das nuvens, como entre nuvens e entre a nuvem e a terra”, explica ele.
 
Os dois primeiros fenômenos que ocorrem neste processo são conhecidos como relâmpagos, e o último como raio. O professor conta que são os raios, os fenômenos mais preocupantes para os sistemas elétricos. “Eles são de grande intensidade e podem atingir os sistemas elétricos diretamente ou induzir sobretensões perigosas por campos eletromagnéticos. Quando os sistemas elétricos, redes de transmissão, de distribuição ou equipamentos a elas conectados são atingidos por raios ou são eletromagneticamente afetados, as tensões normais são repentinamente elevadas a valores normalmente não suportáveis pelos equipamentos ou pelos elementos das redes, podendo danificá-los. Para minimizar esses efeitos, são projetados diferentes sistemas de proteção, que asseguram maior ou menor proteção dependendo de seu custo”.  
 
Para proteger edificações, o professor da USP indica os pára-raios tipo Franklin e os sistemas de proteção tipo gaiola de Faraday. Já para surtos de sobretensões, são indicados os pára-raios de linha, varistores e filtros de linha. Segundo ele, vale lembrar que a densidade de descargas é uma característica da área geográfica analisada, e tanto as áreas urbanas, quanto as rurais são áreas sujeitas a descargas atmosféricas. Cabos telefônicos e redes elétricas também ficam mais sujeitos a serem atingidos pelos raios, por cobrirem extensas regiões. “Hoje em dia existem vários equipamentos que são empregados na prevenção e em pesquisas sobre descargas atmosféricas, dentre destacam-se as torres captoras e os sistemas localizadores de descargas (‘Lightning Location System’)”, conta o professor.
 
A Ag Solve Monitoramento Ambiental possui três equipamentos que fazem este tipo de monitoramento, prevenindo e alertando sobre a ocorrência de raios: o Storm Tracker, o LD-250 Lightning Detector e o EFM-100. O primeiro mostra informações sobre os raios que caem dentro de uma área de 1 quilômetro. Composto por uma antena, o equipamento pode ser instalado em uma torre ou telhado. Os dados são enviados para uma placa de captura em um computador com o software do equipamento instalado, que aponta em mapa onde ocorreram os raios.Já o segundo, o LD-250, além de estimar a distância do sinal de força recebido, anuncia tanto uma descarga atmosférica próxima, quanto uma severa. Se uma descarga é detectada próxima ou excede o limite presente, o som do alarme interno recebe a informação e ativa o alarme dos computadores em um arquivo de notificação. E o último, o EFM-100, faz o monitoramento num raio de 40 quilômetros. Quando o campo eletromagnético é modificado por uma descarga elétrica, o aparelho capta e manda os dados para o computador, registrando que haverá incidência de raios na região monitorada, determinando que o local está perigoso e com probabilidade de tempestade.

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