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Publicado em 02/12/2011
Crescimento de algas está diretamente ligado à radiação solar

Tratamento de esgotos e tecnologia contribuem para solucionar problemas na qualidade da água provocados pelas algas

Em setembro, com a chegada da primavera, devido ao aumento da radiação solar associado às poucas chuvas, as algas e cianobactérias aumentam de número nos reservatórios. Isso ocorre já que a luz, a temperatura e o excesso de nutrientes (eutrofização) são os fatores mais importantes para que se reproduzam. No verão a situação se complica ainda mais: a presença da luz solar se torna mais intensa e como elas possuem clorofila, as algas e cianobactérias, podem realizar fotossíntese por meio da energia luminosa. Nessa época  incidência de luz solar e temperatura maiores ocasionam a geração de toxinas pelas cianobactérias. 

Nos últimos anos o Estado de São Paulo  tem tomado providências contra o aumento da quantidade de algas e suas toxinas, é o que afirma Nelson Menegon, Gerente da Divisão de Qualidade das Águas e do Solo da CETESB. Uma das principais iniciativas é o tratamento de esgoto domésticos. “O índice de tratamento de esgotos domésticos saltou dos 39%, em 2005, para 51% em 2010. O aumento evita que uma carga considerável de poluentes seja lançada no corpo hídrico e, dessa forma, há um reflexo na melhoria da qualidade das águas”, afirma.

No entanto, outros fatores também interferem na qualidade das águas, como por exemplo, carga difusa (decorrente de episódios de chuva), ausência de mata ciliar e lançamento de efluentes tratados, complementa Menegon. Para ele, a implantação de sistemas terciários de remoção de nutrientes é uma das tecnologias que também pode colaborar na prevenção do aumento de algas e cianobactérias.
 
A tecnologia é uma aliada no monitoramento e  detecção de algas e cianobactérias, assegura Mauro Banderali, diretor da Ag Solve. Ele informa que a empresa possui duas soluções tecnológicas de monitoramento exclusivas, que são os aparelhos Unilux e Trilux. Ambos contribuem para que as empresas de saneamento possam assegurar uma água de maior qualidade para a população, afirma ele.

A grande produção de toxinas pelas algas faz com que ocorram alterações no sabor, no odor e na cor da água, o que multiplica os custos do tratamento devido a maior utilização de produtos químicos. Além disso, as toxinas produzidas podem implicar na mortandade de peixes, aves, mamíferos, entre outros animais que entrarem em contato com o reservatório. Nos humanos, essas toxinas podem causar reações alérgicas, provocar distúrbios gastrointestinais, respiratórios e neurológicos.

A presença de toxinas em reservatórios no verão é maior, porque, de acordo com Maria do Carmo Carvalho, bióloga do Setor de Comunidades Aquáticas da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB),“em reservatórios onde água é mais parada e não é sempre renovada, existe uma tendência de estratificar a coluna d´água e isto pode favorecer o crescimento das algas e principalmente das cianobactérias na superfície”.

A bióloga explica que como as cianobactérias são potenciais produtoras de toxinas, nesse período há uma maior chance de encontrarmos cianotoxinas. “Além disso, essa época tem uma maior quantidade de chuvas e muito material orgânico (nutrientes) é carregado para o ambiente aquático”, complementa ela.

Situação dos reservatórios paulistas

No estado de São Paulo, alguns reservatórios são considerados grandes problemas urbanos, pois recebem esgoto doméstico não tratado. Portanto, além de mais suscetíveis à proliferação de algas, estes possuem os maiores Índices de Estado Trófico (IET) do estado. De acordo com a CETESB, os reservatórios que possuem os maiores IET’s da Região Metropolitana de São Paulo são:

• Reservatório Billings (São Paulo)- IET oscilou entre eutrófico e hipereutrófico, dependendo do trecho do reservatório
• Reservatório Guarapiranga ( São Paulo)- oscilou entre mesotrófico e eutrófico
• Reservatório de Barra Bonita (Barra Bonita)- oscilou entre mesotrófico e eutrófico
• Reservatório Salto Grande (Americana)- processo inicial de eutrofização
• Reservatório de Ituparanga (Votorantim)- processo inicial de eutrofização

 Os reservatórios Salto Grande e Ituparanga apresentaram densidades elevadas de cianobactérias em algumas épocas do ano.

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