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Publicado em 30/06/2011
O contaminante hidrocarboneto e a variação das temperaturas

Refinaria de petróleo ao lado de Rio, no Canadá. Foto: Revista National Geographic

Áreas contaminadas por hidrocarbonetos podem apresentar vantagens, se remediadas no período da seca, mas a boa investigação em qualquer estação deve considerar todas as fases

Nas indústrias e postos de combustíveis, acidentes como vazamentos de tubulações e tanques subterrâneos, seja por conta da disposição inadequada ou de práticas impróprias com produtos potencialmente contaminantes, são muito comuns e quase sempre afetam a qualidade das águas subterrâneas e do solo. A professora da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Juliana Gardenalli Freitas, explica que “após a contaminação quando o nível de água sobe, como acontece no verão brasileiro, a fase livre de hidrocarbonetos mais leves do que a água, como a gasolina ou o diesel tendem a subir também, mas uma parte fica retida na zona saturada, abaixo do nível d'água. Quando o período de seca chega,  o nível d’água volta a ficar mais profundo e esse produto que estava retido volta a se acumular no topo da zona saturada. Parte da contaminação continua no solo acima do nível d’água, porém a maior parte se acumula no topo da zona saturada, compondo a fase livre”.

Ela observa que há pouca variação de temperatura no Brasil entre o inverno e o verão. Além disso, é importante lembrar que a temperatura da água subterrânea é bastante estável, e não varia na mesma magnitude que a temperatura do ar. Assim o comportamento dos hidrocarbonetos não varia muito na maior parte dos casos, pois as propriedades que controlam o comportamento dos hidrocarbonetos no meio ambiente subterrâneo não chegam a variar significativamente. “Talvez um dos efeitos que podemos pensar é que pode haver maior variação para contaminações no solo, próximas a superfície. Por exemplo, a pressão de vapor (que controla o equilíbrio entre o composto e a fase vapor) pode variar mais com a temperatura. Nesse caso, pode haver uma mudança na taxa de evaporação entre o inverno e o verão, mas as maiores diferenças serão consequência de efeitos indiretos, como mudanças no nível d’água”.

Para Juliana, dependendo da técnica a ser empregada, é vantajoso fazer a remediação no período de seca, como por exemplo, a remoção de fase livre ou a extração de vapores, já que os contaminantes podem estar em contato com o vapor do solo. Nos casos de contaminação por hidrocarbonetos, assim como a contaminação com gasolina e diesel é fundamental que a contaminação seja avaliada acima do nível d’água, presente tanto na fase vapor quanto adsorvida no solo ou como produto puro. Juliana explica que “toda investigação, indiferente de quando é feita, deve preocupar-se em caracterizar a distribuição dos contaminantes em todas as fases. Se isso for feito, não há diferença nos métodos a serem aplicados”.

Por exemplo, diz ela, sabe-se que esses produtos se acumulam no topo da franja capilar e a água presente na franja não é capturada nos poços de monitoramento tradicionais. Sabe-se também que o solo retém contaminantes por sorção nos grãos e também é retido como produto puro. “Assim, seja no inverno ou verão, uma boa investigação deve considerar todas as fases. O fundamental para a remediação é sempre entender onde está o contaminante, pois se a distribuição mudou com a variação do nível d’água, pode ser necessário rever a instalação do sistema de remediação para que se obtenha maior eficiência”, afirma a professora. 

Segundo Bruno Bertoni, especialista da área técnica da Ag Solve, equipamentos como bombas SRX, POD, FAP e FAP ZW, passive skimmer, petro-balier O-SOX e SoakEase colaboram para remoção do hidrocarboneto do solo e da água, já que são utilizados desde a primeira etapa da remediação, onde os volumes a serem retirados são grandes, até as etapas de finalização para remoção de pequenas "camadas" de contaminante, como é o caso do SoakEase.  Bertoni explica que “após o plano de remediação, é possível deixar a área dentro dos limites exigidos internacionalmente, porém o tempo para que o local se encontre novamente dentro dos limites aceitáveis é variável e totalmente dependente de características como: tipo de solo, tamanho da pluma de contaminação, tipo de contaminação, clima, equipamentos utilizados, entre outros”.   Para ele, “o uso de produtos como o O-SOX auxilia e acelera a obtenção de valores de aceitáveis para término da remediação, porém estes produtos são recomendados apenas quando terminada a fase de recuperação de fase livre”.

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