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Publicado em 11/05/2011
Tecnologias contribuem com descontaminação e proteção de mananciais

Represa de Guarapiranga, na Região Metropolitana de São Paulo

Foto: SABESP

Existem atualmente equipamentos que monitoram os corpos hídricos 24 horas, transmitindo informações em tempo real para uma central de monitoramento possibilitando que as ações sejam tomadas em tempo adequado. A detecção e quantificação de toxinas de cianobactérias podem ser realizadas através de métodos biológicos, químicos e bioquímicos.

Segundo a bióloga da Sanasa, empresa de tratamento de Campinas (SP), Ana Cristina Persicano Pinto, “a descontaminação de represas pode ser feita com o uso de novas tecnologias que já estão sendo aplicadas nas estações de tratamento de efluentes, melhorando sua eficiência. E embora as estações de tratamento de água ainda utilizem, em sua maioria, o tratamento convencional, os avanços tecnológicos também aparecem nesse contexto, com dosadores mais precisos e confiáveis, analisadores on-line, produtos químicos aperfeiçoados, entre outras melhorias”, declara.

“Atualmente, novas tecnologias realmente contribuem com a prevenção, monitoramento e descontaminação das águas urbanas,” confirma Mauro Banderali, diretor e especialista em instrumentação da Ag Solve. Entre elas, o destaque fica para amostradores automáticos de águas, medidores da qualidade das águas e estações linimétricas e de nível d'água para o conhecimento da qualidade de forma geral, de amostragens para análises mais específicas e documentação, quantificação por tempo e por volume armazenado , explica ele.

De acordo com a Gerente da Divisão de Análises Hidrobiológicas da CETESB, Marta Conde Lamparelli, para que o problema não ocorra, os centros urbanos devem proteger a bacia hidrográfica onde o manancial se encontra, priorizando as margens do reservatório. “É preciso também tratar os esgotos, evitando seu lançamento direto nos mananciais e conhecer bem o funcionamento dos recursos hídricos de forma a considerar aspectos de qualidade e não apenas quantitativos nas regras operacionais”.

Para Patrícia Rodrigues da Silva, bióloga do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), de Indaiatuba (SP), “é difícil falar sobre a poluição nas águas sem falar no consumo indiscriminado deste recurso. É de suma importância que a sociedade, de um modo geral, assuma suas responsabilidades em relação ao consumo e parem de acreditar que este seja um problema de fácil resolução”. Ela afirma que os gestores da água, principalmente nos grandes centros urbanos deveriam elaborar programas de diminuição das perdas de água tratada, além de técnicas de utilização, tratamento e recuperação dos mananciais. 

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