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Notícias > Monitorar direção e velocidade dos ventos é questão de segurança para empresas

Publicado em 26/11/2007

Um vazamento com um produto químico acontece em uma fábrica. Soa a sirene de alerta. Por qual lado sair? Para qual área e direção a contaminação vai avançar?  E em quanto tempo? Todas essas perguntas podem ser respondidas sabendo a freqüência, a direção e a intensidade dos ventos. “Os incêndios, os vazamentos e a dispersão de particulados no ar sempre se propagam na direção do vento”, explica o técnico da empresa de monitoramento ambiental Ag Solve, Rafael Monteiro. ”O monitoramento de ventos, realizado por meio de uma estação meteorológica automática, localiza a ocorrência com precisão exata e traz informações sobre direção e velocidade dos ventos e vendavais, por isso é possível monitorar e efetuar levantamentos imediatos de prejuízos causados por poluição, poeira, vazamentos de substâncias tóxicas, incêndios, entre outros”, afirma.

 

Muita gente desconhece, mas defesa civil, o corpo de bombeiros e os departamento de segurança das empresas dependem diretamente do monitoramento de ventos para obter sucesso e eficácia nos trabalhos realizados durante os casos de emergência.  São os dados que ficam num equipamento chamado datalogger – o processador das informações da estação meteorológica automática – que indicam para estes profissionais como proceder, para qual direção as pessoas devem ser retiradas, como chegar até o local e como deve ser contido o problema.

 

Controle de emergência

 

As empresas que trabalham com produtos inflamáveis, atuam na área de construção civil ou realizam trabalhos em altura são as que mais utilizam este tipo de monitoramento.  Segundo o consultor de meio ambiente da Refinaria de Paulínia (REPLAN) da PETROBRAS, Jorge Antonio Mercanti, os riscos da atividade de uma empresa petroquímica exigem a existência de um plano abrangente de contingência. “Monitorar a direção e a velocidade dos ventos é uma forma de reduzir  os riscos e a ocorrência de acidentes”, afirma  ele.  Há quase 7  anos,  a  REPLAN usa as estações meteorológicas automáticas  da  Ag Solve. Na empresa estão instaladas duas estações, sendo que uma delas é exclusivamente para o monitoramento dos ventos, de uso da brigada de combate a incêndio. O equipamento “extra” foi adquirido para aumentar a segurança na empresa. “Esses dados são muito preciosos e não podem faltar. Com dois sistemas de monitoramento independentes, a ocorrência de falha de modo comum é minimizada e os dados de direção e velocidade vão estar disponíveis em caso de emergência”, disse ele.

 

Segundo o consultor, outros pontos importantes reafirmam que o monitoramento de ventos é indispensável para a gestão de segurança e meio ambiente nas empresas. “Com as informações obtidas podemos montar uma série histórica e fazer um estudo sobre como é a dispersão dos gases de combustão das chaminés, verificar de que modo isso pode alterar a qualidade do ar no local e modificar o processo produtivo de forma manter o meio ambiente saudável. Além disso, o monitoramento garante a segurança dos profissionais que trabalham no alto, fazendo manutenção de torres e chaminés, por exemplo. Afinal  quanto maior a altitude, maior é a velocidade do vento e existem normas  que  impedem  o  trabalho acima de valores que coloquem em risco  a  segurança do trabalhador ”. O técnico da Ag Solve explica que, em caso de emergência, o conselho é sempre fugir do vento, em direção perpendicular a ele, ou seja, de lado.

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