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Notícias > Conhecimento do ciclo hidrológico das cidades facilita preservação

Publicado em 26/11/2007

O acelerado processo de crescimento e desenvolvimento urbano nas últimas décadas tem causado muitos impactos sobre os processos hidrológicos das cidades. O principal motivo é o aumento de superfícies impermeáveis – por conta de construções civis e das vias asfaltadas, inclusive das margens de rios e córregos que cortam as cidades; e florestas transformadas em pastos e plantações - em áreas próximas às bacias hidrográficas. “Com a expansão urbana e o conseqüente aumento das áreas impermeabilizadas nas cidades ocorre grande aumento no volume das águas de drenagem pluvial e diminuição no tempo de concentração na bacia, o que provoca sobrecarga na macrodrenagem, acarretando quase sempre inundações, erosões nas margens, danos a pontes e estradas, entre outras coisas”, afirma Luiz Roberto Barretti, engenheiro da Secretaria de Planejamento Urbano da Prefeitura de São José dos Campos, no Estado de São Paulo.

 

Por estas razões, planejar adequadamente o uso das bacias urbanas e a ocupação da terra, levando em consideração seu desenvolvimento futuro, tem sido fundamental. Na tentativa de conciliar crescimento urbano e meio ambiente, a Secretária de Planejamento Urbano da Prefeitura de São José dos Campos implantou o “Projeto Macrodrenagem”. O projeto consiste em um levantamento sobre as chuvas e seu escoamento ao longo dos anos, que mede a precipitação, a variação do nível do rio, sua vazão, o quanto é retido pelo solo e o quanto passa na sessão de controle. “O objetivo é montar um banco de dados hidro-meteorológicos para estudar as bacias hidrográficas e orientar a ocupação urbana, definindo o Macrozoneamento Hidrológico e Plano Diretor do Município”, explica Barretti. Para isso, há 3 anos, o município instalou 4 leveloggers, sendo um com a função de barômetro, e 3 rainloggers da Ag Solve, para o monitoramento do ciclo hidrológico no município. Segundo engenheiro, coordenador do projeto, a relação hidrogeológica de como a água é drenada, em função da ampliação da cidade, é que possibilita saber quanto o crescimento urbano vai afetar os rios.

 

A cidade de São José dos Campos caracterizou-se durante os últimos anos por um crescimento urbano acelerado, com alta densidade demográfica e formação de pequenos bolsões, o que despertou a atenção da prefeitura. “Aqui existem muitos rios com várzea, que em alguns lugares, as pessoas já invadiram e construíram casas, por isso, a necessidade de começar um projeto de contenção. O processo da chuva é diário, mas o da ocupação das terras não. Dá tempo para propor medidas e desenvolver projetos de urbanização”, diz Barretti. De acordo com ele já são quase 600 mil habitantes em todo o município.

 

“Outro ponto importante que notamos foi que várias obras de drenagem na região precisaram ser refeitas devido à impermeabilização inadequada do solo, gerando gastos para os municípios, sendo que a manutenção dos rios teria sido muito mais econômica e eficiente para a preservação das bacias e do meio ambiente da cidade como um todo. Além disso, é a recarga do aqüífero que garante que as nascentes sejam preservadas e os rios sobrevivam. E isso só é possível por meio de um solo muito permeável, que assegure a reposição do lençol freático e seu equilíbrio hidrológico. Daí a importância do zoneamento e da criação das bacias de retenção - piscinões - nas cidades”, diz o engenheiro.

 

Os rios monitorados até agora no “Projeto Macrodrenagem” são o Rio Turvo, Rio do Peixe e Rio Buquira. Todos afluentes da margem esquerda do Rio Paraíba. A margem direita, que fica na área urbana, terá seus afluentes monitorados a partir do ano que vem e vai trazer um outro perfil para comparação dos resultados coletados. “Serão mais sete postos de monitoramento de precipitação e vazão”, conta. Com os dados das duas margens será possível analisar e estudar o ciclo hidrológico de diferentes pontos da cidade, permitindo controlar o desenvolvimento urbano e a preservação dos recursos hídricos.

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