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Notícias > Investimento em equipamentos hidrometeorológicos pode previnir enchentes

Publicado em 18/01/2010

País investe pouco em prevenção de enchentes e medidas para minimizar impacto dos desastres climáticos

 

Todo o território brasileiro tem sido atingido por fortes chuvas desde o mês de outubro. Reservatórios de água em hidrelétricas, açudes de abastecimento, rios e bacias hidrográficas estão com níveis elevados em grande parte do territorio nacional, em comparação ao ano passado. O que aumenta o risco das enchentes.

 

Apesar da pouca divulgação e investimentos, é possível antever e minimizar os danos trazidos pelas chuvas e enchentes. “A prevenção e antecipação destes tipos de eventos dependem da implantação de sistemas para identificar os riscos de ocorrência de inundações e minimizar perdas humanas, além de danos materiais e prejuízos financeiros causados pelas cheias”, explica Mauro Banderali, diretor da Ag Solve, empresa especializada em instrumentação ambiental. O trabalho pode ser realizado por meio de equipamentos que coletam dados hidrometeorológicos, como tempo, clima e comportamento dos cursos d’água, com transmissão e acompanhamento de dados remotos e em tempos real. São eles, leveloggers, rainloggers, medidores de nível, de vazão, e estações meteorológicas, com sensores pluviométricos, temperatura, umidade do solo, entre outros parâmetros.


Atualmente, dados da execução orçamentária da União em 2009, levantados pela organização não-governamental (ONG) Contas Abertas no Sistema Integrado de Administração Financeira da União (Siafi), comprovam que o Brasil investe pouco com prevenção de enchentes e medidas para minimizar o impacto dos desastres climáticos. Segundo a ONG, até o final de setembro, o governo federal havia liberado apenas R$ 17,4 milhões para "prevenção e preparação para emergências e desastres". O que corresponde apenas a 1,7% do total de mais de R$ 1 bilhão aplicado no item "programa de resposta a desastres". Além disso, quase todos os recursos são destinados apenas para socorro às vítimas e não para a prevenção de novos desastres e mortes. “Com investimento em medidas preventivas será possível sair deste ciclo de problemas trazidos frequentemente pelas cheias”, finaliza Banderali.

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