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Notícias > Poluição de veículos mata nos grandes centros urbanos

Publicado em 07/05/2009

Cerca de 3,5 mil pessoas morrem na cidade de São Paulo devido à má qualidade do ar todos os anos

  

Segundo o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Laboratório de Poluição da USP, Paulo Saldiva, “todos os anos, 3,5 mil pessoas morrem na cidade de São Paulo (SP) devido à má qualidade do ar. Entre 5% e 10% das mortes consideradas causas naturais na Grande São Paulo são resultados de danos causados pela poluição atmosférica à saúde da população”.

  

Os dados foram fornecidos pelo professor, durante o seminário "Qualidade do Ar e Políticas Públicas Socioambientais nas Metrópoles Brasileiras", realizado no Instituto de Estudos Avançados (IEA), na Capital. A estimativa, ainda segundo ele, é que em 2040, cerca de 25 mil mortes estarão relacionadas à poluição do ar da região metropolitana de São Paulo.

  

Segundo informações da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo de São Paulo, “nas áreas metropolitanas o problema da poluição do ar tem-se constituído numa das mais graves ameaças à qualidade de vida de seus habitantes. Os veículos automotores são os principais causadores dessa poluição em todo mundo. As emissões causadas por veículos carregam diversas substâncias tóxicas que, em contato com o sistema respiratório, podem produzir vários efeitos negativos sobre a saúde”.

  

O material particulado (poluentes) suspenso na atmosfera pode ocasionar: mal estar; dor de cabeça, enjôo; problemas oftálmicos, doenças dermatológicas; problemas gastrointestinais; problemas cardiovasculares; doenças pulmonares, inclusive alguns tipos de câncer; efeitos sobre o sistema nervoso e doenças infecciosas.

  

De acordo com a Cetesb, “o nível de poluição atmosférica é determinado pela quantificação das substâncias poluentes presentes no ar. O grupo de poluentes considerados como indicadores mais abrangentes da qualidade do ar é composto por monóxido de carbono, dióxido de enxofre, material particulado e ozônio, mais o dióxido de nitrogênio. A razão da escolha desses parâmetros como indicadores de qualidade do ar está ligada a sua maior frequência de ocorrência e aos efeitos adversos que causa ao meio ambiente”.

  

Atualmente, o Estado de São Paulo enfrenta uma situação, particularmente preocupante, pois possui cerca de 40% da frota automotiva do País. Segundo os dados da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), a frota do Estado de São Paulo, em dezembro de 2007, era de, aproximadamente, 16,9 milhões de veículos.

  

Uma forma de controlar e reduzir a emissão de particulados ou compostos gasosos na atmosfera, principalmente, nas grandes capitais do País, é o monitoramento da qualidade do ar. De acordo com a Ag Solve, empresa especializada em monitoramento ambiental, o acompanhamento constante dos locais que concentram maior geração de poluentes possibilitam diagnosticar o problema e buscar medidas preventivas.

  

Segundo a empresa, o acompanhamento dos níveis de particulados, gases e sua dispersão na atmosfera podem ser feitos com estações meteorológicas, detectores de gases e amostradores de ar, que capturam e canalizam os particulados para sensores, determinando a carga existente na área monitorada.

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